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Violência contra a mulher é tema do “Profissão Repórter” desta terça-feira

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Notícias de Angola

Por: Redacção

Durante o isolamento social imposto pela pandemia do covid-19, o Brasil viu crescer os números de casos de violência contra a mulher, o que não é uma excepção em vários países.

O programa Profissão Repórter desta terça-feira, Caco Barcellos e a sua equipa acompanham vítimas que procuraram as autoridades para denunciar os seus companheiros.

Na cidade de (São Paulo Brasil), o repórter Guilherme Belarmino conhece o projecto “Tempo de Despertar” do Ministério Público, que trabalha para reduzir a reincidência nesse tipo de crime. A iniciativa reúne, em grupos reflexivos e palestras, homens que respondem por agressão para questionar os seus padrões violentos e o seu machismo.

Segundo uma das promotoras responsáveis, os índices de reincidência do crime de violência doméstica diminuem de 65% para 2% quando os homens aceitam participar deste tipo de acção.

Já a repórter Augusta Lunardi acompanha o trabalho da ONG MulheReviva – Bem Querer, na Zona Leste de São Paulo, que há 12 anos atende vítimas de violência contra a mulher. Além de assessoria jurídica, social e psicológica, as vítimas passam por sessões de acupuntura e terapia holística.

O objectivo é fortalecê-las para que possam romper o ciclo de violência física, psicológica, patrimonial ou sexual. Até o começo de 2020, a ONG atendia cerca de 150 vítimas por mês, mas a média aumentou para 500 casos mensais com a chegada da pandemia.

O programa desta semana apresenta ainda um estudo realizado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, que ouviu 822 mães de todas as regiões do Brasil.

Dados revelam que 83% das entrevistadas sentiram uma sobrecarga em dividir as atenções do trabalho de casa com os cuidados com os filhos. Além disso, a pesquisa revela que mais de 50% das mulheres apresentam algum sintoma de ansiedade ou depressão durante a pandemia.

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