Notícias de Angola – O Passaporte angolano alcançou 67,9% de acesso facilitado a países africanos, segundo o ranking do passaporte angolano que Notícias de Angola teve acesso esta terça-feira, coloca Angola no 151.º lugar mundial, com um índice de mobilidade de 62 e acesso facilitado a 31,3% dos destinos avaliados.
Conforme o relatório, em África, a cobertura sobe para 67,9%, o nível mais elevado entre os recortes regionais apresentados no relatório: 16 destinos africanos permitem entrada sem visto, 17 estão na categoria de visto à chegada ou de outros regimes de entrada facilitada e três são acessíveis por autorização eletrónica de viagem (eTA).
No global, o índice de mobilidade resulta de 24 destinos com entrada sem visto, 34 na categoria de visto à chegada ou de entrada facilitada e quatro por eTA. Outros 136 destinos aparecem como sujeitos a visto prévio para titulares de passaporte angolano.
Para tal, a soma das três categorias de acesso facilitado corresponde ao índice de mobilidade de 62 indicado no relatório.
África concentra a maior cobertura regional
A distribuição africana mostra uma diferença clara em relação às restantes regiões. Entre os destinos com entrada sem visto estão, entre outros, África do Sul, Botswana, Cabo Verde, Gâmbia, Quénia, Moçambique, Namíbia, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Tunísia, Zâmbia e Zimbabué.
Na categoria de visto à chegada ou de entrada facilitada aparecem 17 destinos, incluindo Burundi, Djibuti, Etiópia, Gabão, Guiné, Guiné-Bissau, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia e Uganda. Costa do Marfim, Gana e Seicheles integram a categoria de autorização eletrónica de viagem, com procedimentos específicos indicados no relatório para alguns desses destinos.
Fora de África, as diferenças regionais tornam-se mais acentuadas
Nas Caraíbas, o acesso facilitado chega a 43,8%, enquanto a América do Norte surge com 30,4%, a Oceânia com 28,6%, a Ásia com 26,0% e a América do Sul com 16,7%. Na Europa, os 47 destinos listados aparecem como sujeitos a visto prévio, resultando numa cobertura facilitada de 0,0%. O mesmo ocorre no recorte do Médio Oriente, onde os 17 destinos constam como sujeitos a visto, e no recorte específico dos países do Golfo, com os seis destinos na mesma condição.
Na Ásia, Filipinas e Singapura estão entre os dois destinos indicados com entrada sem visto, enquanto dez destinos integram a categoria de visto à chegada ou de entrada facilitada e o Sri Lanka aparece na categoria eTA.
Na Oceânia, a Micronésia é o único destino listado com entrada sem visto, ao passo que Palau, Samoa e Tuvalu figuram na categoria de visto à chegada ou de entrada facilitada.
O relatório também regista estadias de até 150 dias no Nepal dentro desta última categoria e assinala procedimentos como cartão de chegada em Singapura, pré-registo na Costa do Marfim e registo turístico nas Seicheles.
Entrada em Angola e reciprocidade de vistos
O relatório analisa separadamente os requisitos de visto para entrar em Angola, isto é, as condições aplicáveis a titulares de passaportes estrangeiros que viajam para o país.
Nesse indicador de acolhimento, Angola ocupa o 81.º lugar entre 199 países, uma medição distinta da posição do passaporte angolano no ranking global de mobilidade.
Os sinais de reciprocidade mostram situações em ambas as direções. Portugal, Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos, França, Alemanha, Japão e Canadá estão entre os países cujos passaportes podem entrar em Angola sem visto, com autorização eletrónica ou com visto à chegada, enquanto o passaporte angolano necessita de visto para esses destinos.
No sentido inverso, passaportes de países como Bangladesh, Benim, Bolívia, Burundi, Djibuti, Dominica, Etiópia, Gâmbia, Gana, Quénia, Maldivas, Nepal, Nigéria, Samoa, Senegal, Sri Lanka, Tunísia, Uganda e Vietname necessitam de visto para entrar em Angola, embora os titulares de passaporte angolano tenham acesso a esses destinos sem visto, por autorização eletrónica ou na categoria de visto à chegada ou entrada facilitada.
Posições comparativas de Angola
No contexto africano, Angola aparece em 34.º lugar entre 54 países, posição que se repete no recorte dos membros da União Africana.
Entre dez países classificados pelo português como língua oficial, o passaporte angolano ocupa o 9.º lugar. No grupo de 57 repúblicas presidenciais, surge em 49.º, e entre 159 membros da Organização Mundial do Comércio, em 138.º.
Estes indicadores são comparações de mobilidade do passaporte e não devem ser confundidos com o ranking de acolhimento, que mede a facilidade de entrada de passaportes estrangeiros em Angola.
O conjunto dos dados evidencia uma geografia de acesso bastante desigual: a maior cobertura do passaporte angolano está concentrada em África, enquanto Europa, Médio Oriente e Golfo apresentam exigência de visto em todos os destinos contabilizados nesses recortes.
Ao mesmo tempo, as categorias de entrada facilitada fora do continente incluem opções na Ásia, Caraíbas, América do Norte, América do Sul e Oceânia, com diferentes limites de permanência e procedimentos prévios conforme o destino.
A classificação da Passport Reports ordena os passaportes primeiro pelo índice de mobilidade, definido como a soma dos destinos acessíveis sem visto, por visto à chegada ou por outros regimes de entrada facilitada incluídos na mesma categoria, e por eTA, a autorização eletrónica de viagem.
Quando dois passaportes têm o mesmo índice de mobilidade, o desempate considera, nesta ordem, o número de destinos sem visto, depois o número de destinos acessíveis por eTA e, em seguida, o número de destinos na categoria de visto à chegada ou de entrada facilitada; se os quatro valores permanecerem iguais, os passaportes partilham a mesma posição.
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