Corredor do Lobito transporta 27 mil toneladas de carga internacional em um mês
Durante o mês de Julho de 2026, o Corredor do Lobito movimentou 27 mil toneladas de carga internacional, entre República Democrática do Congo e o Porto do Lobito, na província de Benguela, registando assim o maior volume de mercadoria já transaccionada da sua história.
A Lobito Atlantic Railway (LAR) registou em Julho o melhor mês da sua história, com 27 mil toneladas de carga internacional movimentadas, e prevê atingir cerca de 400 mil toneladas ao longo de 2026.
O desempenho acompanha o programa de investimento em curso na reabilitação da linha e da infra-estrutura e na aquisição de bens de capital.
Responsável pela operação ferroviária do Caminho de Ferro de Benguela, entre o Lobito e o Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo, e pela operação do Terminal Mineiro do Porto do Lobito, garante que a LAR tem vindo a investir na aquisição de material circulante, na reabilitação da linha e na coordenação operacional entre Angola e a República Democrática do Congo.
Das cerca de 400 mil toneladas de carga previstas para 2026, aproximadamente metade corresponde a cobre e cobalto transportados da República Democrática do Congo para o Lobito, e um volume semelhante a mercadorias movimentadas em sentido inverso.
A empresa prevê duplicar este volume em 2027. Para Nicholas Fournier, CEO da Lobito Atlantic Railway, os resultados reflectem o trabalho de reabilitação da infra-estrutura e a melhoria da coordenação operacional ao longo do corredor.
“Estamos a adquirir novos vagões e contentores, a reabilitar a linha e a assegurar que a coordenação entre Angola e a República Democrática do Congo funciona cada vez melhor. O nosso objectivo é disponibilizar soluções logísticas seguras e fiáveis, que permitam às empresas planear e movimentar as suas cargas com previsibilidade.” Este crescimento assenta numa base predominantemente angolana.
A LAR conta com 945 colaboradores, dos quais 97% são cidadãos angolanos, e mantém um programa contínuo de formação nas áreas de operação ferroviária, manutenção e segurança, contribuindo para o desenvolvimento de competências técnicas nas comunidades ao longo da linha.
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