Desapossar da grandeza de quem possui o poder político em Angola

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Foto: NA

Por: Gabriel Díssel

No entanto, a intenção do levantar dessa problemática, não é propositadamente encontrar culpados de quem tem o privilégio de governar, mas responsabilizar quem de facto, conhece os melhores métodos de resolução de conflitos e até passou nas melhores escolas e Universidades, cujos modelos, deixam sem sombras de dúvidas rasgados elogios dos filhos dessa terra, que por aí se formaram.

Os detentores do poder político em Angola, precisam por vezes se desapossar da grandeza e assumirem os problemas, pois, por falta da observação dos escritos da democracia participativa e do sentir nação, se esquecem que arrogância da usurpação do erário e bem público, seja aqui na terra ou no céu, hão de pagar e serem julgados, sem precisar ter testemunhas.

Ainda, penso, que na verdade este fenómeno subjectivo com transcendências objectivas, começa do interior do ser humano, a partir do momento, que ao necessitar de algo que lhe faz bem, mesmo sem poder ter possibilidades, aproveita-se das oportunidades que a falta de responsabilização tem, pelas insuficiências do cumprimento de nossas leis e de pessoas supostamente indefesos, pelo desconhecimento de seus direitos e caminhos de súplicas do despertar de uma solução, mas que sei é possível, por mais difíceis que sejam esses caminhos.

Creio não só na justiça divina, como também, nos homens humanos provenientes de Deus, por isso, meus princípios não conseguem influenciar-me negativamente, a tal ponto de culpabilizar quem durante muito tempo, trabalhou arduamente, com honestidade. Quem reconhece, que seus pais nunca herdaram nada do natural nem da divindade, deve ter piedade de si e restituir o que é de todos, pois, o combate a corrupção, não pode passar de simples cartas enganadoras, mas no encontrar os culpados dessa corrupção e mesmo que sejam perdoados, devolvam pelos menos a esquebra de nossas riquezas que nunca tivemos acesso de saboreá-las.

Não posso acreditar, que o homem foi feito de coração de pedra para nem sequer sentir , o lacrimejar do inocente que pede esmolas, por não lhe deixarem opções de escolha, do jovem delinquente que se frustrou sem antes também, ter oportunidades de pelo menos tentar ser útil, da jovem que por se sentir bela por se sentir, desprezada e usada, mesmo com seu diploma ou não, preferiu fazer da sua rua ou esquina das cidades de Angola, a paragem das mulheres que mesmo, que não seja prostituta, está sujeita a ser confundida, e por vezes se entregar o seu santo corpo.

Não posso acreditar, que o homem foi feito de coração de pedra para nem sequer sentir, que há pelo menos em cada canto dessa terra, um mendigo, cujas as respostas da sua perdição, está virada, na má gestão do erário público, que a todos pertencem, que por culpa de um restrito grupo, até ideologias inocentes, são mesclados na ganância desmedida dos glutonarias inflamados cobertos de orgulhos, que pilham e debicam como dizia Agostinho Neto, nossas riquezas.

Ora, os que governam não devem ser amantes do poder, porque se o forem encontrarão amantes rivais e lutarão com eles (…) Nossos governantes e nossas governantes também… Não creias que tudo quanto eu disse se aplique apenas aos homens, e não às mulheres… (Platão).

Mas, como angolano, não preciso depender de místicos deuses e esperar uma sorte de mudança, de todos que detém o poder político em Angola, pois, como cristão que também sou, acredito, que haverá dia, em que DEUS, revelar-se-á, nos líderes desse país e concordaram que chegou a hora do Desapossar da grandeza de quem possui o Poder Político em Angola.

Gabriel Díssel, é professor na Universidade Privada de Angola. É especialista em Relações Internacionais e mestre em Governação e Gestão Pública pela UAN.

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