Notícias de Angola – A jornalista e realizadora portuguesa Marta Lança, destacou a organização da 8ª edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FIC), pelo que considera interessante o seu regresso .
A jornalista que falava ao Notícias de Angola à margem do último dia do FIC Luanda, realçou estar contente e lembra que fez parte da primeira edição do Festival em 2008, onde fez parte da equipa de comunicação.
Por seu turno, a também documentarista revelou o empenho da Geração 80 e da Programadora Moçambicana, Lara Soura no ressuscitar do Festival.
Entretanto apontou que durante o Festival, conseguiu ver em média três filmes por dia, com primazia aos nacionais e a alguns internacionais que ainda não tinha visto.
Quanto ao cinema angolano disse existirem vários filmes mas do que quantidade apelou aos profissionais a apostarem na qualidade.
” E quando eu digo qualidade, não é só técnica. É estruturar melhor os guiões, a própria narrativa do filme, os diálogos, toda essa construção de um filme, das personagens. “E isso é bom que os realizadores façam também”, explicou.
Com isso, considerou o regresso de salas de cinemas uma notícia positiva para o crescimento da sétima arte angolana, mas para haver mais sala é necessário surgirem novas produções cinematográficas e financiamento regular do Estado.
Na sua opinião, o cinema angolano precisa desta lei para que anualmente surjam concursos para a produção nacional assim como funciona em todo mundo.
“Não se pode fazer cinema com tão pouco dinheiro. Quer dizer, as pessoas conseguem, mas depois o filme sofre com isso”.
Marta Lança
Jornalista independente, programadora, tradutora, escritora e editora. Licenciada em Estudos Portugueses, doutoranda em Estudos Artísticos na FCSH-UNL. Criou as publicações independentes: “V-ludo”, “Dá Fala”, “Jogos Sem Fronteiras”. Desde 2010, é editora da plataforma digital BUALA.
O Festival Internacional de Cinema (FIC Luanda 2026), contou com mais de 100 filmes de mais de 20 países, entre competições, mostras e actividades de formação.