O país cabe aqui.

CIPAS 2026: EXECUTIVO AVANÇA COM REESTRUTURAÇÃO DAS PESCAS

Notícias de Angola – O Governo angolano prepara um plano abrangente para reestruturar o sector pesqueiro e a cadeia de exportações no país, com vista a pôr fim à fragilidade do controlo sanitário e a combater as perdas pós-captura. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, 30 de Outubro, pela ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto dos Santos, durante a 2.ª Conferência Internacional sobre Pesca e Aquicultura Sustentável (CIPAS 2026).

Redacção

Na sua intervenção, a governante revelou que Angola conta actualmente com 115 locais de desembarque informal de pescado. A prioridade imediata do Executivo passa pela redução drástica deste número ao longo do território nacional, mantendo e oficializando apenas os pontos que venham a ser devidamente adaptados e dotados de infra-estruturas permanentes.
“Temos um foco agora de podermos reduzir esse número de desembarques e, nos que ficarem permanentes, fazer essas alterações para cumprir com o exigido da HACCP ou das condições higio-sanitárias de desembarque do pescado”, sublinhou a ministra. A reestruturação vai abranger também a província do Cuanza Sul, para a qual se encontram em elaboração propostas concretas que serão reapreciadas durante o mês de Novembro.
Certificação empresarial e acesso ao mercado internacional
Outro pilar estratégico apresentado na CIPAS 2026 é a aceleração do processo de certificação das empresas dos sectores da pesca e do sal. A medida pretende garantir o cumprimento do sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controlo (HACCP) e das normas sanitárias vigentes. O projecto de certificação arranca ainda este ano, sob a forma de fase piloto, dirigindo-se a empresas com histórico comprovado no mercado de exportação.
A avaliação técnica e a garantia de rigor no mercado interno resultarão de um trabalho conjunto entre o Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha (INIPM), a Direcção Nacional das Pescas e do Sal (na qualidade de Autoridade Competente) e equipas especializadas de engenharia e inspecção sanitária.
A titular da pasta advertiu que Angola necessita de dar resposta rigorosa às exigências regulatórias de mercados exigentes como a União Europeia, o Japão, a China e os Estados Unidos. O incumprimento dos padrões internacionais tem resultado no bloqueio de mercadorias nas alfandegas de destino e em litígios comerciais.
“Se se faz uma exportação com pagamento adiantado e o produto não entra porque não cumpriu determinadas regras, até o Ministério começa a receber cartas de advogados. Não podemos perder de vista todo o processo”, alertou Carmen do Sacramento Neto dos Santos.

Comentários estão encerrados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está de acordo com isso, mas você pode optar por não participar, se desejar. AceitarLeia mais

Política de Privacidade e Cookies