Presidente do Ruanda, Paul Kagame, sobre Francofonia, África e França

Em entrevista à RFI África, o Presidente Paul Kagame, conta como foi abordado pelo Presidente Macron, que ele pensa, ter trazido uma “frescura à política e as relações entre a França e África.

“As eleições em França, não foram assim há muito tempo e não podíamos prever quem seria Presidente da França.

“Então quando se tem em consideração uma série de factores sobre o que se vai passar, vemos algo de novo, coisas diferentes, e no meu país, estamos habituados a isso.”

“Penso que o Presidente Macron, trouxe frescura à política, não somente, em França, mas entre a França e África e França e o resto do mundo.”

“Estamos a ver o mundo em transformação e é inevitável que tais coisas aconteçam.” (Palavras do Presidente ruandês, Paul Kagame).

A OIF, Organização Internacional da Francofonia, tem desde quinta-feira à noite, uma nova secretária-geral, na pessoa de Louise Mushikiwabo, ex-ministra dos Negócios estrangeiros do Ruanda, no final da cimeira de Erevan, na Arménia.

Louise Mushikiwabo, tinha como uma Dama de ferro, competente e com experiência e conhecimento do continente africano, reagiu, à sua nomeação, declarando que desde que apresentou a sua candidatura ficou que teria de ir ao “encontro, dos membros da nossa organização.”

A antiga chefe da diplomacia do Ruanda, sublinhou acreditar “num secretariado-geral ao serviço dos estados-membros” da OIF.

Mas, apesar de ter sido pelos membros da Organização, sobretudo da União Africana, há o papel fundamental e de peso de dois Presidentes, o francês, Emmanuel Macron e o ruandês, Paul Kagame.

Com efeito, foi o presidente Macron, que contactou o seu homólogo ruandês, Kagame, sobre a eventualidade duma candidatura da sua ministra dos Negócios estrangeiros, Louise Mushikiwabo.

NA/RFI

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