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ANPG inicia novo ciclo para posicionar Angola no futuro global da energia

Notícias de Angola -A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) deu início a um novo ciclo para posicionar o país no futuro global da energia.

A informação foi avançada à margem da conferência de imprensa, ocorrida  ocorrido no dia 6 deste mês,  no âmbito da celebração do  seu do 7º aniversário.

Na interacção com os profissionais de comunicação e líderes de opinião, o Presidente do Conselho de Administração, Paulino Jerónimo apresentou os resultados dos primeiros sete anos de actividade (2019- 2025) e as prioridades do novo ciclo estratégico 2026-2030.

A aposta na mitigação do declínio natural da produção petrolífera, a dinamização do investimento, bem como a criação de condições de maior previsibilidade, confiança e agilidade no sector foram alguns dos pontos apresentados.

Os sete anos de actividade da Concessionária Nacional têm-se traduzido num conjunto de conquistas no modelo de negócios de petróleo e gás, com a atracção de novos investidores a nível das Bacias Terrestres e Bacias Marítimas, a retoma das rondas de licitação após um interregno de quase uma década, marcando um ponto de viragem na actividade exploratória, bem como a valorização de campos maduros com projecto de produção incremental que criou maior estabilidade na produção petrolífera nacional.

Note-se que foram atribuídas mais de 40 concessões e perfurados 31 novos poços, com descobertas estimadas em mais de 2,7 mil milhões de barris de petróleo e 2,24 TCF de gás.

A ANPG informou também que o sector tem vindo a integrar gradualmente processos e soluções com menor intensidade de emissões, em linha com as tendências globais de boas práticas e padrões de segurança ambiental.

O gás natural, informou a instituição, posiciona-se para assumir, cada vez mais, um papel central na diversificação da matriz energética angolana, impulsionado pelo reforço do fornecimento à Angola LNG e por descobertas de gás em poços dedicados.

Em paralelo, registam-se os primeiros passos na área dos biocombustíveis, sob alçada da ANPG, o que abre espaço para novas cadeias de valor energético e para a diversificação de fontes.

No evento, a ANGP apresentou, igualmente, o papel que o sector assume como veículo de desenvolvimento social, com capacitação e retenção de quadros nacionais e mais de 150 projectos de responsabilidade social executados nos últimos sete anos.

As iniciativas incluem a construção e reabilitação de escolas, o apoio a unidades de saúde e projectos nas áreas da cultura, ambiente, micronegócios e do desporto.

A novo ciclo estratégico agora lançado centra-se na continuação do trabalho de dinamização do sector e no futuro energético de Angola, alicerçado na promoção, na eficiência e na modernização da produção, na captação de mais investimento, na sustentabilidade e no impacto social positivo nas comunidades.

Para assinalar o novo ciclo estratégico, a ANPG lançou durante o evento a nova marca institucional, que reflecte a diversidade de energias que estão sob a sua alçada, como sejam, o petróleo, o gás e os biocombustíveis.

A Agência entende que a nova marca, projectada para o futuro, está alinhada com a transformação do sector energético global e com a ambição de Angola em competir e prosperar à escala internacional com uma matriz energética integradora.

O PCA da ANPG, Paulino Jerónimo, explicou que a nova identidade “reflecte a evolução da Concessionária Nacional” e demonstra que “Angola tem energia para mais”, conferindo “mais clareza na regulação. Mais confiança e atracção de investimento. Mais integração, mais sustentabilidade e mais futuro para o País”.

Segundo o PCA, a nova etapa da instituição inicia-se num momento em que “o sector energético atravessa transformações profundas, marcadas por novas exigências ambientais, diversidade de fontes de energia, pressão regulatória e pelo surgimento de países com novas descobertas e mais oferta, originando uma concorrência cada vez mais intensa na captação de investimento. Este novo contexto exige instituições mais ágeis, mais claras, mais abertas ao diálogo internacional e mais preparadas para pensar o futuro de forma integrada”.

Criada a 06 de Fevereiro de 2019, por via do Decreto Presidencial n.o 49/19, de 6 de fevereiro de 2019, no quadro da reorganização estrutural do sector energético angolano, a ANPG passou a ser a Concessionária Nacional com as atribuições específicas de regular, fiscalizar e promover a execução das actividades petrolíferas no domínio das operações e contratação do sector de petróleos, gás e biocombustíveis.

Recorde-se que o Actual Conselho de Administração a ANPG está no seu segundo ano de exercício de mandato. 

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